quinta-feira, 11 de junho de 2020

CAÔ NÃO É MENTIRA !

Primeiro de abril é dia da mentira. Mas e o dia do Caô? Digo isso porque defendo a tese de que Caô não é mentira. O Caô é uma verdade melhorada.
O Caô é uma mentira carioca, nascida ou adaptada ao jeito de ser do Rio. Ou seja, é uma mentira mais leve, relaxada, tranquilona. Quando um político engana a população, é mentira – na verdade, é verdade. Quando contamos uma história engraçada, porém não verdadeira para alguém, é um Caô. 
Uma utilidade boa para o Caô é sua variação no campo das notícias jornalísticas. Não vou mentir em causa própria, tem muita fake news por aí nos noticiários da vida. Fake news coisa nenhuma, é caôzada braba, mesmo. Essa é a variação e a forma correta de chamar.
Outra variação do Caô, que está sempre se movendo, é o “Tá de Caô”. Essa forma cheia de conteúdo pode ser usada tanto em momentos de alegria como em momentos de sentimentos como tristeza, e até mesmo raiva.
Em minha verdadeira analise, o Caô é uma verdade modificada para melhor. Está longe de ser uma mentira, que é o oposto de verdade. Caô é uma ideia que pode até não ter acontecido, mas que deveria acontecer.
Caô é a verdade em movimento, o fato que não quis parar no jornal e foi curtir um rolé na boca do povo. Caô é a veracidade que foi dar uma zoada com a fidelidade, o rigor e a precisão. E esses nunca mais voltaram os mesmos após essa volta. Sem Caô. Na real.
Caô não é mentira. Caô é uma realidade nossa. O Caô é de verdade. Pode acreditar.




quinta-feira, 4 de junho de 2020

VEM AÍ UM PODCAST

Pessoal, depois de muito pensar os pós e contras, resolvi que vou testar me aventurar no mundo dos PODCAST... o nome já está  escolhido; será PORRA FALA SÉRIO... Lá irei comentar notícias, cronicas, politica e até comentários engraçados e desaforados que recebo neste nosso dia a dia.
Então todos poderemos dizer: PORRA FALA SÉRIO !

O INACABADO DE CADA UM

Comecei uma crônica dessas há alguns minutos, mas não cheguei ao fim, foram algumas linhas de frustrações e experiências que não encheram uma mísera folha, e assim tive a ideia de criar a pasta dos inacabados e foi para lá que eu mandei alguns textos que não terminei, mas que merecem um segundo olhar, para lá também seguiu uma poesia sem a primeira estrofe, quem me dera se a vida tivesse uma pasta para os inacabados.

Nela eu colocaria amigos que sumiram sem ponto final nem reticências, deixaria as discussões que não resultaram em conclusões, depositaria um pouco das expectativas que seguem sem desfecho, colocaria na minha pasta de experiências inacabadas todos aqueles “até logo” que falamos sem marcarmos algo em definitivo, ou ainda as conversas viscerais que abrimos mão porque corríamos o risco de parecermos chatos demais no meio da roda de amigos.

Na minha pasta de inacabados teria tudo, absolutamente tudo o que merece um segundo olhar, como aquelas opiniões sisudas demais, toda e qualquer certeza que julgamos ter deveria estar numa pasta de inacabados, porque se pararmos para pensar a própria vida estaria lá dentro, quer coisa mais transitória, incompleta, cheia de incertezas e inacabada? Acho que lá teria espaço suficiente para pessoas que julgamos cedo demais e que merecem um segundo olhar, ou ainda amores que por terem sido subestimados já que não cumpriam com as nossas idealizações foram vítimas do nosso olhar apressado deixando tudo o que poderia ter sido apenas inacabado.

Que lindo seria se aprendêssemos a reconhecer, se parássemos de colocar as pessoas na forma das nossas idealizações, porque assim a gente viveria mais experiências completas e menos inacabadas por medo do que vão pensar ou do que vão dizer. Se tivéssemos coragem de armazenar coisas relevantes na pasta de inacabados pediríamos mais desculpas e julgaríamos menos, atribuiríamos, ainda que em longo prazo, um desfecho para tudo o que poderia ter sido, mas não foi.

É por conta disso que aprendi a desconfiar das pessoas certas demais, não das seguras, mas das muito certas sobre tudo, pois se pararmos para pensar certeza mesmo não há nenhuma. Então tudo bem que eu não termine minha crônica, que a poesia fique sem a primeira estrofe e sem sentido, a vida também é assim a gente é que fica buscando sentido em tudo e tendemos a atribuir a ela os sentidos que melhor nos cabem, até mesmo como autoproteção.

No final a própria existência é a nossa pasta de inacabados e dá para voltar atrás, se arrepender, mudar de ideia, resgatar relações e romper com idealizações, porque não há caminho certo, nem portinha da felicidade, muito menos o mapa da mina e se não há mapas pouco importa o caminho, o que importa é manter-se em movimento e perdoar tudo o que ficou por acabar.


quarta-feira, 27 de maio de 2020

Certo dia me vi no DILEMA entre o amor e a minha fé, e minhas convicções politicas, aonde a cada dia a busca de Deus se fazia presente todos os dias, não por dúvidas com relação a minha fé, minhas convicções, mas por ser uma forma de firmar-me mais e mais naquilo que eu acredito.
DILEMA é um relato destes momentos, e confesso-me assustado pelo que vi, ouvi, vivenciei e hoje coloco neste blog que não espero que seja um marco, mas seja uma forma de extravasar tudo o que vi e senti em minha pele.

Amigos , Bem vindos ao Dilema.